segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

hate cowlicks, love your hair

i often wonder what you smell like
(how) often

qual o limite entre
   (pulsão)
        impulso
             compulsão
quantas vezes (num impulso) estive no xadrez e lembrei de você
quantas vezes com você entre as grades que nos separam (entre as mãos)
no espelho
(é o escuro o meu lado da janela? are you breathing?)

  branco    [infinitos tons de cinza]     preto

quantas vezes você, escaping from my head to my hands (que trabalho esconder esses deslizes)
i almost reached you. almost had my 7 seconds of guilt and almost is because in my thoughts you're almost translucid
(você em infinitos tons de cinza, under my blankets bed so my so confident self won't feel threatened by the unknown)
eu ainda tô respirando

(o pecado do desejo in colours)

only allowed when the lights go off (won't dare to be distracted, hide every reaction that does not correspond to what's acceptable for... )
strangers,
so intriguing

o outro: o que me excede (my foreign land...) 
whatever doesn't belong to reason: classify it.
so what do you smell like?
come here lay down with me let's turn on the moonlight and listen to all of those songs that classify us (you like the word melancholic?)

identificação, não disse que diriam isso?
across the mysteries of this foreign land that separates us there you are, the other, holding the mirror
so far and sacred
luxúria em tons de cinza
e eu falo falo falo eu confesso out of my masochism cause  i   d o   w a n t     y o u    t o  run and
ah stay baby
você é o outro
e você é sou eu, but where is your smell  are you when I need you

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

um desejo aleatório (em plena luz do dia)

queria te encontrar na ausência total de luz, com a música tão alta que só ouvisse meu pensamento e só soubesse da tua presença pelas mãos

sábado, 24 de dezembro de 2011

my bones


the right place to place my bones
 no eyes
the hands of a stranger (sanity)
we hold no memories (o eu, o ele, o nós)
(não posso ser deixada sozinha com lembranças da vida acordada agora..)
então você tem sua música, eu desligo a minha, e a música comum que tenta nos invadir não me assusta porque estamos protegidos
e o mundo passa e só eu vejo.
na criatividade dos lúcidos foi onde eu me deitei

("tastes like ashes", todos esses objetos aos quais atribuí um valor indevido... espera eu acordar)

let me just watch and take pictures, he holds me.




domingo, 18 de dezembro de 2011

duas

O que ele faz com as lembranças? Aquelas que vem de repente, quando toca a música, quando ele vê o livro, a foto?
Essas lembranças, são daquela que ele conheceu, e não da que ele deixou.
Que confusão.
Personagem, fantasia, tão linda... "ao vivo lá em casa" ela era uma.
Ao vivo do outro lado do vidro usava salto alto e chorava.
Feridas curam. Ele a esqueceria.
Devagar re-significaria o filme, o quadro, a faca. Mesmo porque ainda oscilava entre a que conheceu e a que deixou, e enquanto predominasse em seu pensamento a segunda, tudo seria fácil.

Ela tentava desesperadamente unir os dois, o que conheceu e o que deixou. Repetia pra si mesma que não havia se enganado, e dizia que não iria nunca re-significar nada, que aguentaria viver cada lembrança até que a memória a traísse.
E sofria, odiava e chorava, porque era a segunda.




sábado, 17 de dezembro de 2011

de deixar acontecer, ou de correr atrás do que se quer


meu amor é severino, igual ao de qualquer um. a vida dá, a vida tira

e eu cruzo os dedos, porque a vida não lê cartas

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

paradoxo do quartinho sem estrelas

meu único aliado
o sol
aquele que se esconde mas talvez
talvez eu é que distraída
me atenha a outras estrelas
as frias
odeio sentir frio quando estou triste
e essas pessoas que vem com bilhete de ida e volta e mesmo assim a gente diz que tem vaga
só porque tá frio

sábado, 17 de setembro de 2011

porque se passa um boi, passa uma boiada


queria o teu silêncio aqui comigo
pra quem sabe no teu colo
eu entender que o meu silêncio
só existe pra manter de pé alguém que não pode desabar

firme

um pulso firme pra tomar e não tomar decisões
                                                             ...as quais eu nem sei se preciso

firme porque não quero mais sentir
não quero mais lembrar
não quero saber de nada que não seja o amor

de você

por mim

e nem isso posso pedir

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

às vezes gente leva tempo demais pra dizer o que sente

no abismo (entre as pessoas) cabe tudo. até a minha imensa falta de vontade.
me falta vontade porque não vejo do outro lado dos abismos que me cercam pessoas dispostas a aceitar mais
se eu digo que tem amor ouço que não.
se eu digo que amo ouço que é cedo pra uma resposta.
os abismos só aumentam e o tempo só diminui
se eu dou silêncio ele não basta, porque palavras que ferem são exigência pra minha presença fazer do abismo um inferno.
o tempo diminui e eu ainda acho que no mundo...

no mundo há tanta beleza....

e nós insatisfeitos
insatisfeitos
subestimando cada dia mais aqueles com os quais dividimos abismos cada vez maiores
insatisfeitos
insatisfeitos
presos por amarras invisíveis
reprimidos por ninguém mais que nós mesmos

e eu pra sempre destinada a passar pela vida das pessoas
como um espectro, boas lembranças,
uma cicatriz pra se ter orgulho
até que um dia sejam só histórias
já modificadas de tanto se contar
se é que vão contar...

terça-feira, 13 de setembro de 2011

estanca


som que me leva
última embarcação


no berço de um batuque quero ser sedada


terra prometida
                       norte
                                 partida
cheiro de morte
          te encontro
                 meu pai






domingo, 11 de setembro de 2011

palavras ou a falta delas

não há sobra
não há falta, nada não há nada
e nada é tudo bem tá tudo.... bem
cada segundo tem a duração perfeita de um segundo
e é assim que tem que ser pro tempo de um dia se completar
quantos dias?
é pura matemática essa vida
precisa
precisa nada mais que café doce de manhã pro dia acabar feliz
nem dói
vou ali na esquina comprar creme pro cabelo me espera?
sensível???
não, só pontas duplas
poesia são palavras acumulando no papel
café doce, lágrima doce, creme doce você escorrendo doce cintura e rosas
rosas com voz de fazer chorar
poesia morta no papel, pra que tanta embalagem!
você separa?
casa separa casa separa
casa pra comer todo dia
recicla?
ninguém é substituível...
e você, recicla?
nem dói!
tudo tem dois lados e eu fui na esquina
tinha o creme que eu fui comprar
doce, sereia ali na esquina
do outro lado da esquina,
do outro lado da janela e era escuro e não dói
e agora não falta nem sobra e não dói
porque a vida é física
e são só pontas duplas